SERRA DOS VENTOS DISTRITO DE BELO JARDIM

Serra do Vento antigamente era um sítio, existia um engenho que pertencia ao Sr. João de Deus.

Certo dia ele conversando com o Sr. Francisco Xavier e o Sr. Joaquim Gilberto surgiu a idéia de construírem uma capela uma capela para rezar, daí, o Sr. João de Deus e seus escravos juntamente com o Sr. Francisco Xavier começaram a construção no ano de 1810 e foi concluída em 1815 que hoje esta com 194 anos.

Depois foram construindo casas. Foi crescendo o comércio devido aos comerciantes das cidades vizinhas.

“O Pinto”, antes quando não havia casa a área era coberta por uma grande mata, altas montanhas, a beleza natural.

Aos poucos foi surgindo imigrantes e povoando o local. A principal rua era conhecida como Rua da Palha, porque as casas eram cobertas de palha. Onde existia um bonito mercado a moda indígena que era uma grande palhoça. Um dia um frade missionário, viu que o lugar era cercado de serras e existiam fortes correntes de ar (ventos), este povoado era chamado de “O Pinto”. Ele deu o bonito nome de “Serra dos Ventos”, o qual continua sendo chamado até hoje. Com a imigração dos portugueses começaram as construções de casarões com estilo barroco. A iluminação era com lamparina de gás. Em 1932, Serra dos Ventos passou a ser eletrificada por motor. O primeiro responsável a ligar o motor foi o Sr. Antônio João de Souza (Antônio Gavião). A Energia elétrica foi instalada no governo de Cid Sampaio no ano de 1965. Os meios de comunicação da época era o DCT (Departamento de Correios e Telégrafos). O carteiro era Antônio Benjamin.

Existiam vários engenhos fabricando rapadura sendo alguns deles movido a água, destacando-se o do Sr. Joaquim Beato, e o mesmo fornecia energia através de gerador. Nessa época havia mais de trinta casas de farinhas funcionando, com mandioca cultivada pelos agricultores do local. O primeiro padeiro a fabricar pães, bolos e bolachas, foi o Sr. Joaquim Caetano (Joaquim Bolacha). O artesanato destacou-se com os artesões da própria comunidade, por exemplo, a família Bravo, que faziam cestas, balaios e esteiras utilizando cipós e palhas de coco. E pessoas que também pessoas que trabalhavam com cerâmica fabricando panelas pra vender no próprio comércio. Nas décadas de 20 a 50 a principal atração da Festa de Reis era o reisado com o cavalo marinho e o pastoril. Nas festas juninas o coco-de-roda, o siri e quadrilhas, nas casas cantavam o folheto de cordel, na música destacavam-se as bandas de pífanos e harmônicos (sanfonas).

Na educação a primeira professora foi a senhora Antônia Torres Galindo que lecionou em um dos casarões. A primeira escola chamava-se Escola Típica Rural.

Na saúde era a medicina natural, com raizeiros da região destacando-se o enfermeiro Leonel Pimenteiro. E na religião eram padres e frades que vinham da cidade do Brejo da Madre de Deus para realizar as celebrações na Capela de São Vicente Férrer. E a primeira igreja Evangélica foi a Adventista dirigida por Zé Cadu. Serra do Vento foi cidade como consta no artigo Nº 3º datado em 04 de março de 1964, o prefeito era Hélio Leite Cavalcante.

Os primeiros vereadores foram João Carlos Mergulhão, Manoel dos Santos Cumaru e Amado Agra de Araújo. O distrito recebeu água encanada no ano de 1980, no governo de Marco Maciel, na gestão do prefeito José Fábio Galvão.

Serra dos Ventos está situado a 15 Km da cidade de Belo Jardim e fica a 200 Km da Capital pernambucana. Com aproximadamente 10.000 habitantes. O distrito é atendido por transportes rodoviários (Toyotas e ônibus) pela Rodovia João Bezerra Filho PE 166 que foi construída na gestão do governo de Jarbas Vasconcelos e Mendonça Filho em 2002, na gestão do prefeito João Mendonça Bezerra Jatobá, uma das obras mais importantes para a população de Serra dos Ventos, e que tem acesso a BR 232. Hoje o distrito se desenvolveu muito na área de educação, saúde, lazer, religião e o comércio também, por exemplo: micro empresas (fabricos de roupas), lojas, supermercados, lan houses, bares, clube (Stillus Dancing), farmácia, centro de artesanato, telefone residencial, curtidores de couro, agricultura, pecuária, engenhos e fabricação de vassouras.

A Escola Municipal Manoel Teodoro de Arruda, surgiu no governo de José Fábio Galvão, sendo inaugurada no dia 11 de setembro de 1981. A primeira diretora a dirigir a escola foi a Sra. Angelita Fortunato da Silva. Atualmente está sendo dirigida pela gestora Maria Angelita Pinheiro, atendendo cerca de 1.100 alunos, com professores capacitados para uma melhor educação no ensino-aprendizagem.

As principais atrações possuem atrativos naturais convidativos entre elas:

Corredeira da Espalhadeira (com pontos de banho).

Barragem de Tabocas (Construída na gestão do governo Jarbas Vasconcelos e Mendonça Filho, e na administração do prefeito João Mendonça Bezerra Jatobá em 2002).

Barragem de Piedade, a qual abastece o distrito e povoados vizinhos.

Festa de Reis no mês de janeiro.

Festa de São Vicente Férrer no mês de abril.

São João na palhoça.

Na literatura poética, temos a professora Margarida Maria da Silva, os professores Robervânio Luciano, José Raimundo e Davi, um simples agricultor, entre outros, e na música, Edson Albuquerque cantor evangélico. O vereador José Alves Pinheiro administrou Serra dos Ventos por um bom período. Em seguida assumiu os Srs. Ginaldo José de Souza e João Amado de Araújo. E recentemente o vereador Fernando Austriclínio da Silva. A região de Serra dos Ventos por ser um brejo em altitude, possui duas regiões, ao norte e ao oeste se encontram diversos restos de Mata Atlântica que estão sendo explorados para o plantio de bananas, e nascentes de rios, ao leste e ao sul encontram-se uma característica das regiões semi-áridas onde se encontram plantas da Caatinga brasileira como chique-chique, mandacaru, macambira e palmas. A pesquisa sobre Serra dos Ventos vem se desenvolvendo à muitos anos como todas as áreas urbanas e rurais, tornou-se várias diversidades do antiguismo para o modernismo.